A mulher que perdeu a cabeça

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A história da mulher que perdeu a cabeça está registrada em Mateus 14.1-12. A Bíblia não diz seu nome, mas conta que ela era muito jovem ainda quando dançou na festa de aniversário do seu tio, o rei Herodes, amante de sua mãe. Seu jeito de dançar era bem dosado de arte e sensualidade. Todos a apreciaram muito e Herodes, no auge da euforia, disse à mocinha que poderia pedir o que desejasse que lhe seria dado. Como era muito jovem ainda, e querendo aproveitar bem aquela oportunidade, resolveu aconselhar-se com sua mãe, Herodias. 

Herodias havia deixado o marido Filipe, para viver com Herodes, seu cunhado, em um relacionamento fora dos padrões que Deus traçou para a família. Acontece que esta relação ilícita provocou a reprovação de um estranho pregador popular chamado João Batista, que denunciava o casamento ilegal do rei com Herodias. Por isso, Herodes mandou prendê-lo. Herodias odiava João Batista e queria vê-lo morto.

            Quando sua filha foi aconselhar-se com sua mãe sobre qual presente deveria pedir a Herodes, Herodias não pensou duas vezes: disse a ela que pedisse a cabeça de João Batista em um prato. A menina fez o pedido e, apesar de surpreso, Herodes o atendeu, uma vez que já tinha empenhado sua palavra diante dos que estavam com ele à mesa.

             O que se seguiu foi uma barbárie. Herodes enviou o executor, e logo depois foi colocado nas mãos da mocinha, um prato com a cabeça de João Batista. Imagine o sentimento daquela moça quando, mais tarde, ficou sabendo que ela havia pedido para matar um profeta de Deus.

              Na realidade, toda a família daquela mocinha era sem escrúpulos. A Bíblia e os livros de História Geral nos contam que, além do casamento ilegal da sua mãe, seu avô havia mandado matar a esposa e três filhos, como também as criancinhas de dois anos para baixo na época em que Jesus nasceu (Mateus 2.16). Outro tio foi morto comido de bichos porque não deu glória a Deus e porque matou e torturou cristãos (Atos 12.1-3, 21-23). Mas aquela moça não precisava seguir o mesmo caminho de seus familiares.

             Veja bem: não importa a que família pertencemos. Não precisamos afundar-nos no pecado e no erro, só porque alguns da família o fazem. Podemos nos apegar a Deus, entregar-nos a ele, afastar-nos da vida de pecado e mudar nossa realidade, influenciando positivamente aqueles que estão ao nosso redor.

             Imagino que aquela moça ficou sabendo que um dia haveria de prestar contas com Deus (Romanos 14.12). E você pode imaginar como ela se entristeceu em saber que prestaria contas da vida do servo de Deus? Precisamos ter cuidado, não só com a nossa vida, mas também com a maneira como tratamos os outros porque, um dia, todas nós compareceremos diante de Deus. Precisamos nos portar com sabedoria e temor do Senhor para que “aquele dia” não seja um dia de grande decepção.

Realmente quem perdeu a cabeça naquele dia não foi João Batista, mas sim, a moça que dançou bonito. Foi a típica moça descabeçada, que cometeu um erro fatal. Não sabemos nem o seu nome, mas sua vida entrou para a história como um exemplo a não ser seguido.

E aqui fica a dica: antes que coisas fatais aconteçam na sua vida, volte-se para Deus, aconselhe-se com genuínos e sábios servos de Deus, siga as instruções da Palavra de Deus e viva para Deus. Este é o segredo para que você mantenha sua cabeça no lugar. Jesus a abençoe!

Fonte: Revista Ultimato

Elza Mouraria

Elza Mouraria

Elza Mouraria é graduada em Teologia e Pedagogia, com várias especializações nessas áreas. É missionária da WEC Brasil, servindo no Mission Training College (MTC Brasil), docente na área teológica desde 1991. É capelã prisional e palestrante. Descomplica a Bíblia através do Canal Bem Dito. É casada com o pr. Valter Reis e mãe de duas filhas. Instagram: @elza_mouraria I youtube.com/elzamouraria

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