Incontinência urinária: quando o corpo pede cuidado e atenção

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O corpo feminino é uma dádiva de Deus — delicado, forte e cheio de mistérios. Ao longo da vida, especialmente após a maternidade e com o passar dos anos, é natural que surjam novos desafios para a saúde. Um deles, que muitas mulheres enfrentam em silêncio por vergonha ou por acharem que é “normal”, é a incontinência urinária.

O que é a incontinência urinária?

É a perda involuntária de urina, ou seja, quando a mulher não consegue controlar a bexiga como antes. Isso pode acontecer ao tossir, rir, correr ou mesmo sentir uma vontade repentina de urinar sem conseguir chegar ao banheiro a tempo.

Embora comum, não deve ser ignorada, pois pode afetar não apenas o corpo, mas também a autoestima, a vida social, conjugal e espiritual.

Tipos mais comuns de incontinência urinária

  1. Incontinência de esforço:  Acontece ao fazer esforço físico — como rir, tossir ou levantar peso. Está relacionada à fraqueza dos músculos que sustentam a bexiga.
  2. Incontinência de urgência: É aquela vontade súbita e forte de urinar, que não dá tempo de chegar ao banheiro. Muitas vezes, está associada a uma bexiga mais sensível ou hiperativa.
  3. Incontinência mista: Quando os dois tipos acima acontecem juntos.

Por que isso acontece?

A incontinência pode ter várias causas: partos, alterações hormonais da menopausa, cirurgias ginecológicas, envelhecimento natural do corpo ou mesmo questões emocionais. Cada caso é único, e merece ser tratado com respeito e atenção.

Há solução — e esperança

O tratamento depende do tipo e da gravidade do problema, mas as boas notícias são que existe sim tratamento eficaz, e em muitos casos é possível recuperar completamente o controle urinário.

Algumas opções:

  • Exercícios do assoalho pélvico (como os exercícios de Kegel), que fortalecem a musculatura íntima.
  • Fisioterapia pélvica, com técnicas específicas e profissionais capacitados.
  • Mudanças no estilo de vida, como perder peso e evitar alimentos que irritam a bexiga.
  • Uso de medicamentos, quando necessário.
  • Cirurgias, em casos mais graves ou persistentes.
  • Uso de energia, com a chegada do laser e radiofrequência, nós ginecologistas capacitados conseguimos com 3 seções corrigir a incontinência de forma ambulatorial, sem internação, anestesia ou repouso longo (aproximadamente 40 dias) da cirurgia convencional, exigindo como cuidado após o procedimento de abstinência sexual por 7 dias, sem alteração na vida diária da mulher.

Cuidar do corpo é um ato de fé

A Palavra de Deus nos lembra:

“Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo…?” (1 Coríntios 6:19)

Cuidar da saúde íntima, buscar ajuda médica e respeitar os sinais do corpo não é vaidade — é responsabilidade e amor-próprio, algo que agrada a Deus. A vergonha e o silêncio não devem impedir uma mulher de buscar ajuda. Falar sobre incontinência urinária é libertador e pode transformar vidas.

Procure ajuda médica

Se você ou alguma mulher que você conhece está passando por isso, converse com seu ginecologista. Não há motivo para vergonha. Há tratamento, há alívio, e há esperança. Como sempre alerto para minhas pacientes, nossa rotina ambulatorial, além de ginecologistas, preocupados em prevenir o câncer de colo de útero e de mamas, nos tornamos o clínico e amigos das mulheres, onde estamos apto a orientar e ajudar em todas as dúvidas e queixas que aparecem ao longo da vida.

Eidi Reis

Eidi Reis

Filha, esposa, mãe de 4 filhos, médica, empresária, professora universitária e palestrante. Formada pela Universidade Severino Sombra, em Vassouras – RJ, Turma LIV 2000. Possui Especializações em Saúde da Família pela Universidade de Brasília; Fitoterapia pelo Hospital de Medicina Alternativa de Goiânia – GO; Homeopatia pelo Instituto de Saúde Integral em Brasília – DF; Sexologia pelo Cesex; e Medicina Estética pelo ISBRAE/ASSIME. Realizou Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia na Regional de Saúde de Sobradinho – DF.

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