Quem vive pra comer, engorda. Quem vive pra emagrecer, pode ficar doente. Quem vive de bebida, se torna alcoólatra. Quem vive de comprar, se endivida. Quem só sabe trabalhar, adoece. Quem só pensa em dinheiro, se torna avarento. Quem só pensa em beleza e estética, se torna vaidoso. Quem ama desesperadamente alguém, se torna idólatra. Quem não sabe perdoar, se torna amargurado e também adoece. Quem vive com raiva e rancor, se torna colérico. Quem só pensa e maquina o mal é malicioso. Aquele que não se alegra com a alegria alheia e nunca está satisfeito com o que tem é invejoso. Quem ama remédios, se torna hipocondríaco. Aquele que gosta de ser sexy e usa da vaidade para se promover, se prostitui e se torna impuro, sensual, libertino. (…) E a lista ainda é longa.
A bíblia está cheia de versículos contra os excessos. Se você é exagerada em alguma coisa, então vai perder o controle sobre emoções, sentimentos e ações e vai se deixar dominar por qualquer coisa, ou por pessoas.
Quantos crimes passionais vemos todos os dias? Quantas mulheres escravas de relacionamentos abusivos? Quantos homens escravos de pornografia? Quantos adolescentes escravizados por substâncias nocivas? Quantas pessoas viciadas em beleza e no culto ao corpo? Quantas pessoas vivendo de trabalho, ou vivendo de preguiça? Quantas crianças e jovens viciadas em tecnologia? Quantas pessoas escravizadas pelo sexo? Quantos que se escravizam com remédios?
A bíblia nos diz que nós fomos chamados para sermos LIVRES.
“Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. Por isso, continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente.” (Gálatas 5:1 NTLH)
O ser humano é muito propício a preencher seu coração com alguma coisa que pareça o satisfazer. E ainda que sejamos cristãos, continuamos a nos escravizar com qualquer ideia que nos aguça os sentidos ou nos promove algum bem-estar momentâneo.
A vontade de se sentir bem o tempo inteiro, e de ter a falsa sensação de prazer, causa uma dependência física, ou melhor dizendo, química, em nosso corpo e na nossa mente.
Todos já fomos escravizados por algo. Por vezes, saímos bem e logo mudamos o rumo; outras vezes, essa cadeia passa a ser diária e toma conta de toda a nossa vida.
Eu poderia me ater a muitos excessos, mas uma história me chamou a atenção:
Essa mulher da foto acima, foi a imperatriz da Áustria, chamada Elizabeth da Baviera, mais conhecida como Sissi (Sisi).
Além de sofrer em seu casamento com seu primo Francisco José I (Imperador da Áustria), com sua sogra, e nunca ter se recuperado da morte da sua primeira filha Sofia de apenas 2 anos, Sissi também sofria de distúrbios alimentares. Tinha anorexia numa época em que a magreza não era ainda um padrão de beleza.
Fazia dietas rigorosas, passando dias à base de sopa e frutas ou recusando-se a comer alimentos sólidos, que eram, como pedia aos seus criados, espremidos para depois tomar o suco. Sua obsessão pela magreza era tão intensa, que ela chegou a pensar que choques térmicos poderiam ajudá-la a emagrecer, e por isso, tomava banhos de vapor e, em seguida, mergulhava em banhos de água fria. Tinha também o hábito de colecionar fotografias de mulheres bonitas, comparando-as consigo mesma. Ela pesava cerca de 45 quilos e media 1,73. Tinha costume de se pesar 3 vezes ao dia, e se sua cintura passasse de 50 centímetros de diâmetro, ela parava de comer. Por volta de 1895, foi diagnosticada com desnutrição e problemas pulmonares.
Por fim, ao completar 32 anos, nunca mais se deixou ser pintada ou fotografada. E mais pra frente, começou a usar véus escuros para que não se notassem seu envelhecimento.
Ufa! Quantos problemas, pobre Sissi!
Seu excesso de cuidados com sua aparência, a fez ser lembrada tantos anos depois, quase que exclusivamente por esse detalhe. Foi criado um museu em sua homenagem, chamado Museu Sissi, no qual estão expostos, por exemplo, os espremedores que seus criados usavam para espremer os caldos das comidas sólidas.
Ainda, na cidade de Vienna, na Áustria, existem várias balanças espalhadas por todo o canto, e que funcionam (!!), para homenagear a imperatriz.
Triste é a vida de quem se deixa dominar por coisas que aprisionam a mente, o coração e a alma.
Como estamos vivendo? O que tem nos dominado? Quais os excessos em que pecamos?
O equilíbrio é o que nos faz bem em todas as áreas.
I Tessalonicenses 4:4 diz:
“Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa”.
Se vamos comer um chocolate, que seja um. Se vamos fazer dieta, que sejamos prudentes. Se vamos comprar uma blusa, que seja uma. Se vamos falar, que tenhamos sabedoria e equilíbrio em nossas palavras.
Não viva de excessos para se deixar aprisionar. Seja livre, viva com equilíbrio!