Há algum tempo, as mulheres começaram a se unir em favor do feminismo e de seus direitos. Mais recentemente, quando acontecia algum caso de violência contra a mulher, comumente víamos artistas estampando seus rostos na internet defendendo a vítima e usando a célebre frase: “Ninguém solta a mão de ninguém”.
Ainda assim, enfrentamos, entre mulheres, inveja, calúnia e difamação, fofoca, alfinetadas, etc… Enquanto vemos os homens sendo mais amigos e parceiros, vemos as mulheres “segurando a mão umas das outras” e falando mal das mesmas por trás. Nós invejamos a modelo, nós flertamos com o cônjuge da amiga, nós desejamos o namorado da colega. Que tipo de amizade ou relacionamento se baseia numa vida de aparências e mentiras? Quem tipo de amizade abraça pela frente e esfaqueia pelas costas? Aparentemente, nós, as mulheres; com o perdão da generalização.
Em 2006, eu participei de um período de treinamento de missionários na JOCUM em Goiânia. Foi um tempo muito precioso e um divisor de águas na minha vida, do qual ainda hoje sinto o cheiro das mudanças daquela época em mim. Acredito que tenha sido o início da minha mudança na caminhada cristã. Foi lá que eu aprendi a amar a Palavra de Deus, onde aprendi a jejuar, onde aprendi a viver com os olhos focados nas coisas que são de cima. E, lá, eu tive, por iniciativa nossa (minha e dessa amiga), uma amiga de oração. O interessante é que não éramos melhores amigas, não andávamos juntas, mas de alguma forma, Deus nos uniu para orarmos juntas.
Em algum momento do dia, eu e a Kalinca (essa minha amiga), nos unimos e orávamos por diversos motivos. Geralmente, fazíamos isso dentro do banheiro. O banheiro era grande e tinha uma parte só de espelho logo na entrada. Nós íamos para lá que era silencioso e não seríamos interrompidos, dávamos as mãos e orávamos. Nunca mais tive uma amiga assim. E hoje, apesar de eu ainda compartilhar da vida dela pelas redes sociais, não temos mais a amizade que tivemos lá na JOCUM.
Tudo bem, sabe? Foi especial, porque foi um aprendizado que ocorreu naquele tempo e que eu ainda carrego hoje. Quando vejo jargões e bordões como “Ninguém solta a mão de ninguém” e “Juntas somos mais fortes“, penso que, na verdade, esse NÃO SOLTAR A MÃO DE NINGUÉM faria muito mais sentido e efeito em nossas vidas se déssemos as mãos umas às outras, ao vivo ou online, e orássemos umas pelas outras; pelas vidas, famílias, livramentos, espiritualidade, etc. “A oração do justo pode muito em seus efeitos”.
Você já teve uma amiga de oração? Alguém com quem você pudesse contar seus problemas e dificuldades, e que também pudesse ouvir, para que juntas orassem ao Pai em favor dessas coisas?