Beleza Atemporal: A maquiagem em Israel antigo e seus ecos na atualidade

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Desde os tempos mais antigos, a maquiagem sempre foi muito mais do que uma questão de vaidade: ela era expressão de identidade, proteção espiritual e até um símbolo de status social. No Oriente Médio, especialmente nas terras que hoje conhecemos como Israel, registros históricos mostram que homens e mulheres já usavam recursos para realçar seus traços muito antes da maquiagem se tornar parte da nossa rotina moderna.

Nos tempos bíblicos, ingredientes como o kohl — um pó preto feito de minerais como a galena — eram usados para delinear olhos. Esse costume, além de valorizar o olhar, também tinha um papel prático: o kohl protegia os olhos da poeira e da luz forte do deserto. Já pensou que até então a maquiagem servia como uma “arma” contra o clima?

Além dos olhos marcados, o uso de óleos perfumados e pigmentos naturais para colorir lábios e bochechas era comum, especialmente em celebrações e rituais. A maquiagem, portanto, não era um luxo do dia a dia, mas um ritual de autocuidado e conexão com momentos especiais.

E hoje, como as israelenses usam a maquiagem?

A maquiagem contemporânea em Israel reflete essa herança de praticidade e beleza natural. As mulheres israelenses, em geral, preferem makes leves, com foco na pele bem cuidada e em olhos destacados — algo que se conecta diretamente ao antigo costume do olhar marcado.

Assim como nós, brasileiras, as israelenses valorizam a expressão individual na maquiagem: o objetivo não é esconder, mas realçar o que se tem de mais bonito. Elas também são fãs da praticidade — com produtos multifuncionais e visuais que resistem ao calor e à correria do dia a dia.

Nota da editora:

Moro em Israel há 9 meses e, nas ruas, é possível observar a variedade de estilos e belezas, pois em Israel há gente de praticamente todas as nacionalidades. No dia a dia é bem comum ver mulheres, de diferentes idades, a usar uma maquiagem bem mais leve, aquela que geralmente é apenas de corretivo, blush e trazer leve cor ou gloss aos lábios. Há também as que preferem não usar maquiagem.

 Vaidosas, quase sempre elas também recorrem a procedimentos nos cílios, para destacar o olhar sem necessariamente usar máscara de cílios. Elas também amam estar com as unhas feitas, porém, quando assunto é eventos como casamentos, convidadas e noivas gostam de uma super produção: com direito a vestido de festa, cabelo com efeito ondulado e super make. Nos olhos preferem tons neutros, opacos e com um toque de brilho. Cílios postiços são indispensáveis e dão um toque a mais. 

A pele costuma receber de média a alta cobertura, nota-se pelas fotos a percepção de camadas e camadas de produtos, por vezes muita base, muito corretivo ou muito contorno… Tudo “muito; com exceção do iluminador, que parece ser um pouco mais dosado. E claro, sem  esquecer dos lábios perfeitamente contornados com batom opaco e/ou adição de gloss. O que sim, há total similaridade com o tipo de maquiagem que nós brasileiras, também vemos e executamos, no Brasil.”

Imagem fonte: do vídeo de Sofia G (TikTok)

Seja no deserto antigo ou nas ruas modernas de Tel Aviv, a maquiagem sempre foi (e continua sendo) uma aliada na jornada de autoconhecimento e expressão da nossa beleza única. E é justamente isso que celebramos na automaquiagem: não seguir padrões, mas encontrar em cada pincelada uma maneira de sermos ainda mais nós mesmas.

Fontes consultadas: Encyclopedia Britannica, British Museum, Israel Museum Jerusalem, Biblical Archaeology Society, Vogue Israel.

Beatriz Lima

Beatriz Lima

Bia Lima, Beauty visagista, mãe do Noah, Especialista em Make de Noivas e Automake, atuei na Suíça e agora recém chegada em Israel. Acredito na autonomia, resgate e potência da sua beleza através da automake personalizada.

Deixe um comentário