Gratidão

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“E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz. E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?” (Lucas 17:15-17)

Há algumas semanas, descobri alguns perfis nas redes sociais de pais que adotaram seus filhos. Particularmente, me encanta ver uma família feliz! Também acho lindo ver famílias com mais de três filhos, então sigo alguns perfis assim. Porém, essas famílias com filhos adotados me chamaram muita atenção, e desde então tenho pensado muito nelas.

Geralmente, são pais que esperam muito tempo para, enfim, terem seus filhos no colo. Anos de espera! Esses pais começam tentando engravidar (a maior parte deles). Depois de algum tempo tentando, eles descobrem que por algum motivo não podem ter filhos naturais. Nesse momento, para alguns deles, começa o processo de tentar engravidar com algum profissional da área. Nesse caso, o tratamento é bastante caro, e nem sempre costuma dar o resultado esperado. Para algumas famílias, então, o dinheiro gasto não leva a lugar nenhum, a não ser, a mais um sentimento de frustração e tristeza intensa. Sim, todo esse processo é regado por muitas lágrimas, frustrações, sentimento de culpa, e muita oração.

Depois de várias tentativas fracassadas, esses futuros papais e mamães partem para o processo de adoção. E, novamente, esse processo de adoção é muito demorado, e pode levar até 6 anos! Por tudo isso, é de se esperar que quando finalmente a criança chega, o sentimento de gratidão é tão intenso e perdura por tanto tempo, que ele é quase palpável.

Isso me fez olhar para dentro do meu lar. Eu levei cerca de 6 meses para engravidar do meu primeiro filho. Foi bem pouco, mas a cada tentativa frustrada, eu me lembro de chorar sentada no chão da minha varanda, com meu cachorrinho na época, Charlie – um bulldog – me consolando.

Quando, enfim, engravidei, foi mágico! A sensação de ter uma vida crescendo dentro de mim foi como viver dentro de um sonho! Eu amava estar grávida! Amava até mesmo os desconfortos da gravidez. Amava vestir roupas que evidenciavam minha linda barriga redonda. Fazia planos e sonhava com cada pedacinho daquela pessoinha que Deus estava formando dentro de mim.

Já se passaram onze anos dessa primeira sensação. Fui mãe novamente há sete anos de uma menininha, ou uma florzinha – assim como o médico chamou quando viu seu sexo pela primeira vez. Claro, me encantei novamente! E ter agora uma menina crescendo dentro de mim era mágico pela segunda vez, como se fosse a primeira! Amei! Foi maravilhoso!

Desde então, vivo feliz com a minha família. Sinto-me completa. Tenho um marido maravilhoso que cuida de nós, tenho filhos lindos e saudáveis. Mas (e aqui entra o cerne da minha questão), sinto como se a qualquer briga, qualquer desconforto, qualquer malcriação, me deixasse esgotada, chateada, sem forças, vítima da minha família – pasme! E sinto isso com certa frequência. Você precisa concordar que eu trabalho o dia todo fora, e quando chego em casa, também trabalho “dentro”. Fora tudo isso, ainda estou terminando a faculdade. E, ontem mesmo, enquanto eu terminava duas provas de final de semestre, as correrias das crianças em casa, e as discussões entre eles, por vez ou outra, me irritaram bastante! EU estava fazendo prova. EU precisava de concentração. EU tinha deixado tudo para a última hora, e ELES, na verdade, não tinham culpa nenhuma. Onde estava todo o sentimento de gratidão que eu tive quando os carregava no ventre? Onde está estampado no meu rosto que Deus me deu duas grandes bênçãos, tesouros da minha vida, e que eu sou eternamente grata por eles?

Pesquisando sobre o tema, descobri num site sobre psicologia que existem três tipos de gratidão: a gratidão teórica, a gratidão passiva e a gratidão ativa. E sobre quais desses três tipos, Deus espera que sejamos gratos?

Rebeca Balaniuc

Rebeca Balaniuc

Rebeca Balaniuc, 38 anos, é mãe de dois filhos e esposa de um pastor presbiteriano. Formada em Letras com habilitação em Inglês, possui pós-graduação em Linguística e em Tradução. Como professora bilíngue, Rebeca tem se dedicado à educação e ao ensino de idiomas, com um amor especial pela língua inglesa. Ela reside em Campinas, SP, e além de sua paixão pelo ensino, é uma entusiasta da escrita, do canto e do piano. Sua motivação e inspiração vêm de sua fé em Deus, que orienta sua vida e seu trabalho.

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