Carpe Diem

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Existe um presente que nos é dado a cada manhã. É dado para o pobre e para o rico. Para o africano e para o japonês. Para mim e para você. Esse presente é o tempo, as 24 horas do nosso dia.

Todos nós temos a escolha de fazer o que quisermos com esse presente que nos é dado, e nós temos o dia inteiro para realizar infinitas coisas e fazer escolhas diversas. Eu posso assistir televisão, ou arrumar a minha casa em determinado horário do dia. Eu posso ler minha bíblia ou ficar navegando nas redes sociais por horas à fio. Eu posso passar tempo com minha família ou sair para fazer qualquer outra coisa na rua. Eu posso voltar para casa do trabalho admirando a paisagem que o Senhor criou, ou reclamando da dor nas minhas costas. Eu posso escolher comer alimentos saudáveis no meu dia, ou alguma porcaria só para afagar (ou afogar) as minhas emoções.

As escolhas que fazemos no nosso dia, moldam o nosso futuro em todos os aspectos. Uma pessoa que não quer se alimentar de forma correta e que não tira algum horário no seu dia para fazer exercício, provavelmente vai ter uma ou mais taxas altas ou baixas no seu sangue, vai ficar doente com maior frequência, e pode até mesmo desenvolver doenças mentais e emocionais. Dependendo das escolhas que eu faço, eu posso criar laços promissores com a minha família ou afastá-la cada vez mais. Dependendo se eu resolvo estudar ou dormir, eu posso estar construindo um futuro próspero ou um futuro pacato e pouco abastado.

Em 23 a.C., o famoso filósofo e poeta romano Horácio publicou seu primeiro livro de poemas líricos. No poema 11 da obra, lemos o verso “…carpe diem, quam minimum crédula póstero”, em português: “colha cada dia, confiando o menos possível no amanhã”. O livro trazia a reflexão sobre as glórias celestes e mundanas, e reunia também elementos da mitologia romana e da astronomia, entrelaçados com a política da época.

No filme Sociedade dos Poetas Mortos, com Robin Williams, existe uma cena na sala de aula em que ele diz: “Somos comida de minhoca e todos vamos morrer. Carpe diem, façam da vida de vocês algo extraordinário”. É empolgante pensar dessa maneira. Nós temos uma única vida para viver e podemos escolher exatamente como vive-la; porém, existe um movimento libertino que rege o entendimento dessa frase, e isso deve ser algo que precisamos prestar atenção e tomar muito cuidado, ainda mais quando temos consciência das nossas responsabilidades, e das vidas que Deus nos confiou. 

Assim, ao invés de toda essa filosofia inspiradora, eu prefiro trocar essa frase pelo verso de Salmos, capítulo 118, versículo 24, que diz: “Esse é o dia que o Senhor fez; alegremo-nos e regozijemo-nos nele.”. Nesse verso, o salmista nos ensina e nos encoraja a viver o dia, não como se amanhã não fôssemos existir, e que por isso precisássemos viver nossa vida ao máximo, mas com esperança e alegria, porque o Senhor criou o nosso dia. 

Ele não nos diz: “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”, como disse o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 15:32, ao citar o profeta Isaías (22:13) que advertia o povo de Israel sobre a folia despreocupada que eles intencionavam em viver quando tudo parecesse perdido. Percebe a diferença? Existe uma crucial diferença entre fazer o que é bom e tomar boas decisões para se viver um futuro que agrade a Deus e que nos faça bem, e entre viver como se o amanhã não existisse e como se precisássemos extravasar nossas emoções vivendo uma devassidão sem limites, que certamente cobrará um alto preço no amanhã – que existirá.

O ponto aqui é que viveremos o bem ou o mal na constante certeza e firmeza em nossos corações de que essa é a vontade soberana de Deus sobre as nossas vidas, e de que Ele está controlando todas as coisas.

Te incentivo a fazer das 24 horas do seu dia uma exaltação consciente do presente que Deus te deu, e a ser diligente nas suas ações e escolhas, construindo um bom futuro amanhã, diante dos desígnios acertados do seu hoje. Alegre-se, regozije-se! Deus é sempre bom.

Rebeca Balaniuc

Rebeca Balaniuc

Rebeca Balaniuc, 38 anos, é mãe de dois filhos e esposa de um pastor presbiteriano. Formada em Letras com habilitação em Inglês, possui pós-graduação em Linguística e em Tradução. Como professora bilíngue, Rebeca tem se dedicado à educação e ao ensino de idiomas, com um amor especial pela língua inglesa. Ela reside em Campinas, SP, e além de sua paixão pelo ensino, é uma entusiasta da escrita, do canto e do piano. Sua motivação e inspiração vêm de sua fé em Deus, que orienta sua vida e seu trabalho.

This Post Has 2 Comments

  1. Avatar
    Dalma

    Muito boa reflexão. Vamos nos alegrar no dia que Deus criou e nos proporciona viver.

  2. Avatar
    Vivian

    Amém, glória a Deus. Que mensagem abençoada, rica e cheia do Espírito Santo. Deus abençoe seu ministério. abçs.

Deixe um comentário