Forte como uma menina

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Uma música de um grupo cristão bastante conhecido tem um título bem parecido com o nome que dei à minha reflexão de hoje. Algumas guerras que se apresentam a nós, simplesmente são tão exageradamente grandes aos nossos olhos que nos fazem enxergar o quão pequenos somos.

Essa frase do título – “Forte como uma menina” – me dá a clara imagem na minha mente de toda uma armadura de prata pesada e bem protegida, onde nem mesmo os olhos ou as mãos podem ser vistos, e por dentro dessa forte e grande armadura, uma menina muito menor, treme de medo. Ela segura em suas mãos uma espada e um escudo. O capacete pesado protege sua cabeça, e por uma pequena fresta seus olhos miram o gigante a ser vencido. Seus joelhos vacilantes sacodem a tal ponto de quase chegar a bater um no outro fazendo barulho na lataria da reluzente armadura. Seu coração bate tão aceleradamente que ela parece poder engoli-lo por senti-lo palpitar na garganta. Por vezes, a menina tem que ajeitar o capacete, que de tão grande, cai e encobre-lhe os olhos. Levantando devagar o olhar, ela percebe que ao longe vem o gigante saindo ao seu encontro com uma armadura pouco menos preenchida que a da menina, mas com espada e artifícios reluzentes capazes de exterminar mais do que uma cidade inteira. O gigante, passo a passo, começa a correr. Suas pernas são enormes, e em breve ele estará por cima dela e será o seu triste fim. Não há o que fazer. Mas, espere!

Lemos na Palavra de Deus em 1 Samuel 17:47: “Todos que estão aqui saberão que não é por espada ou por lança que o Senhor concede vitória; pois a batalha é do Senhor, e ele entregará todos vocês em nossas mãos”. Não foi uma e nem duas vezes que quem venceu a terrível batalha que o povo de Israel travava, foi Deus e somente Ele. Por vezes, o povo de Israel não possuía artifícios e tampouco soldados suficientes para vencer guerras horrendas, porém Deus, com sua força, poder, sabedoria e amor vencia a guerra por eles, e seu Nome excelso sempre era exaltado.

No texto em destaque, a batalha travada foi a enfrentada por Davi e Golias. Davi, apesar de pequeno e muito inferior ao guerreiro treinado Golias, não temeu! Como é difícil não temer! A confiança no Deus de Israel era tão palpável para o pequeno pastor Davi, que crer era a única resposta do seu coração. Crer contra a esperança, assim como creu Abraão (Romanos 4:18).

Nós, no entanto, falhas, fracas e limitadas, trememos e tememos diante de inimigos que não são páreos para o Rei dos reis! Ah, se soubéssemos, de fato, disso! Ah, se confiássemos, de fato, na força de seu poder! Todavia, com tamanho temor diante das nossas dificuldades, vamos à batalha como a menina descrita no início do texto. Somos essa menina. Porém, a armadura que cobre todo o nosso corpo é o Espírito de Deus; o próprio Deus luta por nós as nossas guerras e batalhas. E como Davi, ainda que temamos, podemos dizer, crendo contra toda a esperança, que quem concede a vitória é o Senhor!

Incentivo você, mulher, que lê esse texto, a ser forte no Senhor, a deixar que Ele lute. Apenas fique firme dentro da armadura, e quando o gigante vier correndo ao seu encontro, feche os olhos, abaixe a espada e erga um louvor.

Na verdade, a guerra não existe, porque ela foi ganha na cruz do Calvário. Deus não tem rivais, porque não há quem se compare a Ele. Creia, descanse, confie, permaneça firme. Menina, Ele é suficiente!

Rebeca Balaniuc

Rebeca Balaniuc

Rebeca Balaniuc, 38 anos, é mãe de dois filhos e esposa de um pastor presbiteriano. Formada em Letras com habilitação em Inglês, possui pós-graduação em Linguística e em Tradução. Como professora bilíngue, Rebeca tem se dedicado à educação e ao ensino de idiomas, com um amor especial pela língua inglesa. Ela reside em Campinas, SP, e além de sua paixão pelo ensino, é uma entusiasta da escrita, do canto e do piano. Sua motivação e inspiração vêm de sua fé em Deus, que orienta sua vida e seu trabalho.

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